Relação da Mulher com a Terra

Relação da Mulher com a Terra

Já pelo nome do planeta temos um forte indício – “terra”. Mesmo sendo “o planeta”, seu nome é feminino – a terra. Para James Lovelock, a terra é um ser vivente e que sua biosfera é capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições de meio ambiente – Teoria de Gaia.

Nossa relação com a natureza é profunda e natural. Dependemos dela para viver. A mãe natureza mantém nossas culturas, tradições, nossos valores sagrados e ancestrais. Desde a paisagem natural, aos alimentos e remédios que extraímos de seus ambientes. E fundamental nos reconectar com nossos instintos de guardiãs de Gaia, para a conservação das nossas florestas que abriga povos e comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares, detentores de conhecimentos tradicionais sobre o uso e manejo das plantas e das águas em nossos territórios.


Para Conquistar seu espaço. As mulheres precisaram se masculinizar pra alcançar seus lugares, principalmente profissional. Agora que as mulheres conquistaram seu espaço na profissão, existe uma dupla jornada: o espaço no trabalho e o espaço em casa, sem espaço pra si próprias.

A mulher se perdeu no feminino a partir do momento em que acorda e sua agenda do dia já está toda organizada. Não encontra tempo pra respirar. Ela não se permite sentir. Ela quer dar conta de tudo, mas sabe que não está em seu equilíbrio. Ela sente que o tempo está sempre curto, como se ela tivesse sempre mais a obrigação de ser veloz. Essa mulher está muito conectada ao masculino.


A mulher que está desconectada com o feminino expressa algumas características como enxaqueca, insônia, dor no corpo. Essa mulher sente um vazio e sabe que não está conseguindo ser preenchida. A mulher ser um ser racional não é um problema. O problema é ela ser só racional e perder o contato com sua intuição e sua voz interior.

Todas as mulheres possuem uma conexão muito forte com a Natureza. Ao estimular essa conexão, amplia-se a verdadeira essência da Deusa interna existente em cada mulher. Como dizia Jung, “há um Deus ou uma Deusa no âmago de todo complexo”.

Temos vários ciclos femininos durante toda a vida e isso pode ser comparado a lua, já que a lua tem essa representação em suas passagens. Somos mulheres de fases sim. Cultuar o sagrado feminino é cultuar a natureza por nós sermos a própria natureza. E é nessa conexão com a lua, as marés, o movimento que nos rege, que cultuamos o sagrado feminino.

Estamos num momento onde as mulheres estão se empoderando e se apossando da sua verdadeira força, que é única, que vem de dentro. Por isso a conexão com a natureza, a lua, a sombra. A luz da mulher tem um sombreado que a envolve, representado pelo silêncio, pela quietude, pela noite.

Isso significa que quando nós mulheres passamos a nos desligar um pouco do mundo tecnológico e rotineiro, ou seja, buscando descobrir mais sobre si próprias, se interiorizando, percebendo melhor nossos instintos, nossas vontades e nossos ciclos femininos (como a menstruação e a gestação), o mundo a nossa volta – aquele que existe dentro nós – parece mudar. É como se uma nova consciência abraçasse-nos.


Como seria nosso dia a dia se não existissem flores; um dia de chuva; árvores; mar; campo; montanhas, o azul do céu e pôr do sol, por exemplo. Talvez, seria um pouco sem graça. Mas, graças ao “toque sutil” da natureza, tudo esta aí para a nossa harmonia e troca de energia. A natureza mostra que nada na vida é igual e permanente. E ainda nos indica que mesmo a beleza e a harmonia da vida devem mudar.

Esse despertar para uma nova consciência sobre si mesma pode ser interpretado como a saída da supremacia patriarcal – repressora e cheia de regras – para a entrada em um mundo mais maternal, afetivo e artístico, além de menos racional e mais sensível.

As estações do ano provocam estas mudanças. Quem não gosta das noites de outono. Ou o aconchego do inverno. Ou a vibração e energia dos dias de verão. Mas, é na Primavera, a estação mais feminina, que a vida começa a brotar e as cores enchem nossos olhos de vibração e bem estar. Essa estação quando chega mexe como nossos sentimentos e equilíbrio. É neste momento que vemos o quanto nós seres humanos vivemos em plena energia e movimento.A vida é cheia de alegria, harmonia e beleza. Mas, será que nós mulheres aprendemos a lição deste equilíbrio e beleza da vida? É necessário uma reconexão com a nossa natureza instintiva.

Neste contexto o sagrado feminino representa o respeito por esse lugar que existe dentro da nossa própria essência e que se expande para todo o universo. Está nas minimas ações diárias que a mulher realiza. Está em tudo que diz respeito a natureza, mãe terra, lua, estrelas, marés, ciclos da mulher desde a menarca, ciclos hormonais, tpm’s, gravidez, pós parto, menopausa, envelhecer… Enfim, tudo está relacionado ao sagrado feminino. E a forma de cultuar isso é respeitando nosso próprio ciclo, se conectando com a mãe natureza, entrando em contato com estudos antigos ligados ao nosso próprio instinto.


Aprendendo a se conhecer de forma mais profunda e a aceitar os acontecimentos da vida e a si mesma, as feridas começam a ser curadas e nós mulheres passamos a ser mais felizes, amáveis e únicas.

 

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